Como comprar felicidade?

Dinheiro traz felicidade?, Ser vs Ter, Como podemos ser mais felizes?

Hoje na nossa newsletter: Dinheiro traz felicidade?, Ser vs Ter, Como podemos ser mais felizes?

Esta semana notamos um tópico recorrente entre os livros que estamos lendo, os podcasts que estamos ouvindo e as conversas que estamos tendo: felicidade e dinheiro.

Nossos destaques da semana: Descobrimos os trabalhos de Arthur Brooks no podcast de Tim Ferris e que ele tem um Laboratório de Felicidade (pense num emprego dos sonhos). Estamos gostando de ler Master of Change e encontramos no livro ensinamentos de pessoas como Thich Nhat Hanh, Erich Fromm e David Eagleman, cujos livros e ensinamentos nos impactaram muito. É sempre bom revisitar esses conceitos básicos, porém produndos.

Thaís e Vinicius

Dando o fora no dinheiro?

Gostamos de dizer que queremos mudar nossas vidas para sermos mais felizes e bem sucedidos. Mas, infelizmente, nos concentramos no dinheiro como um indicador de felicidade e sucesso. Nesta newsletter, exploramos até que ponto essa abordagem faz sentido, quais são as circunstâncias em que o dinheiro pode realmente nos tornar mais felizes e como poderíamos dar o fora nessa forma de pensar.

Dando o fora em…

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Ganhar mais dinheiro leva a um bem-estar maior?

Um estudo sugeriu que rendas mais altas estão associadas tanto a uma sensação melhor no dia a dia quanto a uma maior satisfação com a vida em geral. Contudo, examinando os dados desse mesmo estudo, nesse artigo do The Atlantic, Arthur Brooks sugere que a felicidade estagna significativamente além de uma renda anual de US$100.000 e que rendas mais altas adicionam pouquíssimo bem-estar extra.

Isso não quer dizer que devamos parar de trabalhar ou de querer ganhar dinheiro (principalmente se ainda não alcançamos estabilidade financeira!).

Mas é inútil trabalhar mais simplesmente para ter mais dinheiro e coisas. Nenhum dos maiores problemas da vida - que normalmente envolvem nossos relacionamentos e sentimentos - será permanentemente resolvido com mais dinheiro.

Felizmente, existe uma saída. Arthur Brooks explica que dinheiro pode aumentar o bem-estar, se utilizado para:

  • compartilhar experiências com amigos e família,

  • ganhar tempo para focar em projetos significativos (não para ficar no TikTok ou Netflix) e

  • ajudar os outros a suprirem suas necessidades básicas (filantropia).

A chave conectando essas três coisas: outras pessoas. Ninguém é feliz se só viaja sozinho, vai aos melhores restaurantes sozinho ou passa o dia inteiro no sofá scrolling no Instagram. Os amigos, a família e a comunidade são ingredientes fundamentais para o bem-estar, e as experiências com essas pessoas nos proporcionam lembranças que podemos desfrutar pelo resto da vida - ao contrário de sapatos, bolsas, ou eletrônicos.

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Modo ter vs. modo ser

Como podemos caminhar na direção de usar o dinheiro para uma vida de maior bem-estar?

Se eu sou o que tenho e perco o que tenho, quem eu sou, então?

Erich Fromm

Todos os dias temos a escolha entre viver no "modo de ter" ou no "modo de ser". O modo de ter vê tudo como uma posse, enquanto no modo de ser nos percebemos como portadores de propriedades e habilidades, em vez de consumidores de coisas. Com isso, uma prática para mudar nossa perspectiva do “ter” par o “ser” pode passar pela ideia de concentrar-se em adquirir novas habilidades e conhecimentos, em vez de coisas.

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Fórmula matemática da Felicidade:

Felicidade = realidade - expectativa

Melhor solução para aumentar a felicidade: diminuir a expectativa.

Nesse blog, Sam Parr tem uma outra forma de olhar para a felicidade. Um conceito que nós descobrimos no livro Master of Change, de Brad Stulberg:

Dando o fora:

3 perguntas sobre as quais estamos refletindo nesta semana:

Como podemos utilitizar nosso dinheiro de forma a realmente aumentar nossa felicidade e a das pessoas e comunidade ao nosso redor?

Como podemos, de forma prática, focar mais no ser do que no ter?

Como podemos diminuir nossas expectativas para aumentar nossa felicidade (já que não podemos controlar a realidade)?

PS:

Já havíamos fechado a newsletter quando assistimos à Incrível História de Henry Sugar (Netflix), bela e empolgante adaptação de Wes Andersen (com elenco mais que estrelado) do conto homônimo do Roald Dahl. Sem dar spoilers, o curta caiu como uma luva para nosso tema da semana e não podíamos deixar de recomendar. Não é assinante do Netflix? Melhor ainda: vá direto pro conto original!

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